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Alimentação

As intoxicações em cães e gatos por alimentos humanos são comuns, provêm do desconhecimento que alguns alimentos podem representar a saúde dos Pets. Chocolates, doces, abacates, uvas e passas são alguns dos alimentos com risco em potencial de intoxicação, os quais podem levar cães e gatos à morte ou agressão grave ao organismo. Em geral, sinais clínicos de intoxicação alimentar são inespecíficos e incluem vômitos, diarreias, tremores, apatia e depressão, além de outras apresentações clínicas, de acordo com o componente tóxico presente no alimento ingerido.
Devemos ter atenção com a alimentação dos nossos Pets, alimentos inadequados podem promover intoxicações e diversos efeitos graves em caninos e felinos. Casos como esses ocorrem frequentemente, seja pela ingestão acidental, ou pelo não conhecimento dos tutores e proprietários sobre os malefícios de alguns alimentos. A lista é variada e vai de chocolates a frutas, alimentos ricos em açúcares e sal. Deve-se dar preferência sempre, aos alimentos próprios indicados para os Pets, ou em caso de oferecer alimentos caseiros, buscar as orientações devidas com o médico veterinário, para se estabelecer uma dieta própria. Em último caso, tenha atenção ao rótulo e aos ingredientes. A maioria dos casos de intoxicação alimentar é diagnosticada na espécie canina, com ocorrências de até 80% dos casos, devido a diferentes fatores, como metabolismo, apetite menos seletivo e maior atração dos cães ao alimentos humano. Gatos são mais suscetíveis às intoxicações quando entram em contato com produtos tóxicos inodoros, e que estimulam o paladar, como temperos e sal.

Traumas

O trauma é considerado uma importante causa de encaminhamento de animais de estimação ao atendimento médico veterinário em todo o mundo. Procure nosso sereviço veterinário, o CTI Vet possui toda a estrutura para proceder qualquer atendimento. Traumas são causadores de lesões teciduais que ocorre de forma aguda como resultado de violência ou acidente, responsável por iniciar alterações no eixo hipotalâmico-hipófise-adrenal, imunológicas e respostas metabólicas com o objetivo de restaurar a homeostase, consequentemente lesão tecidual e hemorragia. Dor e medo são os principais componentes de qualquer evento traumático. Os acidentes ou traumas por distúrbios causados por agentes físicos são mais frequentes em animais jovens e adultos, a idade é um fator de proteção, trauma por atropelamento não estão relacionados nas principais causas de animais senis em atendimento médico veterinário, assim como as quedas de alturas. Frequência de morte é maior em animais com menos de um ano de idade e declina acentuadamente com a idade. Podem deixar sequelas com condição inadequada de qualidade de vida, o que inclui a eutanásia como alternativa para o proprietário.

Doenças

São diversas as zoonoses (doenças transmitidas de animais para seres humanos) ou as podem passar de humanos para animais e vice-versa. As mais graves são raiva, leptospirose, giardíase, doença do bicho geográfico (verminose), larva migrans viceral (verminose), leishmaniose. Algumas delas são controladas e prevenidas através de vacinação e desverminação. Uma avaliação sanitária regular dos pets, sem dúvida é importante para a qualidade de vida do animal de companhia e do seu dono.
Cães e gatos podem adoecer devido a disturbios hormonais sim, os mais comuns são o hipotireoidismo, hiperadrenocorticismo e a diabetes. O reconhecimento dessas doenças é fundamental para a qualidade de vida dos Pets. A Clínica veterinária CTI Vet possui uma equipe gabaritada para o reconhecimento (diagnóstico) e tratamento das respectivas enfermidades.
Não há nenhuma evidência científica de que cães ou gatos possam transmitir ou contrair o vírus, porém é importante evitar a ação do mosquito e outros vetores. Primatas não humanos e humanos são os infectados e competentes reservatórios, podendo infectar os mosquitos e estes transmitir a doença através das picadas a outros primatas. Em ambientes urbanos o único vetor é o mosquito Aedes aegypti peri-doméstico, os ovos do Aedes spp podem sobreviver por mais de um ano e eclodem em larvas em contato com água. Por isso, remova qualquer água parada de vasos de flores, bacias ou baldes para ajudar a eliminar as áreas de oviposição das fêmeas dos mosquitos. Todo o ciclo de vida do mosquito Aedes spp, de ovo a adulto, pode ocorrer em 10 dias.
A infecção bacteriana do endométrio de cadelas ou piometra é uma doença que ocorre geralmente durante o diestro em fêmeas adultas, é caracterizada por um exsudado inflamatório, a hiperplasia endometrial cística (HEC), associado a colonização bacteriana do útero. Bastante comum na população de cadelas nulíparas, ocorrer em qualquer faixa etária de cadelas adultas, porém com maior frequência em cadela acima dos quatro anos, com ocorrência maior entre os nove e 10 anos de idade.
A esporotricose é uma zoonose, ou seja, pode ser transmitida a humanos, é infecção fúngica, uma micose, profunda com manifestação cutânea, causada pelo fungo dimórfico Sporothrix schenkii, que está incluindo no chamado complexo Sporothrix schenkii. Este complexo é composto pelas seguintes espécies: S. albicans, S. brasiliensis, S. globosa, S. luriei, S. mexicana e S. schenckii. A infecção é causada por inoculação traumática, arranhadura ou mordedura, pela inoculação na pele ou mucosa, através de espinho de plantas, farpas de madeira. Locais com alta umidade, calor e obscuridade favorecem o crescimento do fungo, como solo, troncos de madeira, plantas, matéria orgânica em decomposição geralmente são locais onde o fungo é encontrado. Atenção a qualquer lesão na pele das pessoas que cuidam do gato doente.

As doenças transmitidas por artrópodes são responsáveis por várias problemas de saúde nos Pets e seres humanos. Algumas destas doenças, como as viroses e as parasitarias tais como: erliquiose, leishmaniose, dirofilariose, febre amarela, vírus Zika, babesiose, constituem importantes problemas de saúde nos Pets e seres humanos. As doenças transmitidas por artrópodes (vetores) são, a cada ano, responsáveis por uma em cada 17 mortes humanas no mundo, é um dos principais riscos para a saúde dos Pets, durante os passeios na rua, no próprio habitat (casa, apartamento), nas viagens e podem ocorrer inclusive nos países mais desenvolvidos. A profilaxia é a forma mais eficiente de evita-las, logo o objetivo é evitar a picada do inseto ou do vetor contaminado, pois a picada é a forma mais eficiente de transmissão desses agentes.

Os agentes patogênicos humanos incluem uma diversidade de vírus, como os da febre amarela, dengue, Zika, encefalite japonesa, do Nilo Ocidental. A principal família, é a Flaviviridae, composta de pequenos vírus RNA, a maioria infecta mamíferos e aves, e são importantes patógenos humanos e veterinários (por exemplo, vírus da febre amarela, vírus da dengue). Mamíferos e aves são os hospedeiros primários habituais, infecções variam de assintomáticos a graves, com febre hemorrágica fatal ou doença neurológica. Há várias espécies de flavivírus, mais de 50, com grupos distintos, transmitidos por artrópodes, principalmente mosquitos e carrapatos.

A medida da Pressão Arterial (PA) em animais de companhia é uma realidade e deve ser utilizada na rotina clínica, como parâmetro ambulatorial. Seu uso de forma contínua é exigido em procedimentos anestésicos, cirúrgicos e em várias condições. A PA pode ser definida como a força que o sangue exerce contra qualquer unidade de área da parede arterial. Os valores de PA são expressos em milímetros de mercúrio (mmHg) nas seguintes formas: PA sistólica (PAS), PA diastólica (PAD) e PA média (PAM). Conhecer a PA do paciente é importante para acompanhamento e diagnóstico prematuro de enfermidades, fazer as medidas quando das vacinas e sempre que estiver sob cuidados veterinários é uma exigência atual da clínica médica veterinária. Uma das doenças, assim como nos humanos, que é sub diagnosticada é a hipertensão arterial sistêmica (HAS), ocorre quando o aumento da PA é contínuo e/ou sustentado. Geralmente em pequenos animais, trata-se de forma secundária, devido à existência de enfermidade como causa de base, visto que enfermidades possuem a HAS na sua fisiopatologia, dentre elas, pode-se citar: diabetes mellitus, hiperadrenocorticismo, hiperaldosteronismo e principalmente a doença renal crônica (DRC), mostrando a importância na prática da clínica veterinária. Diferentes tecidos podem ser danificados pela hipertensão sistêmica, há, por exemplo, uma forte relação entre injúria ocular e hipertensão em cães e gatos. O rim é outro órgão muito suscetível a danos causados pela hipertensão sistêmica. Quando a pressão elevada atinge diretamente os capilares glomerulares, ela causa hipertensão glomerular e consequente dano aos glomérulos, com redução progressiva da função renal. Outras manifestações secundárias à hipertensão arterial são hipertrofia concêntrica do ventrículo esquerdo, disfunção diastólica e insuficiência valvar secundária, devido ao aumento da resistência vascular periférica e hemorragia cerebral.

Na clínica, o diagnóstico de hipertensão sistêmica é baseado na determinação da pressão sanguínea arterial. As pressões sanguíneas podem ser agrupadas conforme os seus valores, quatro grupos diferentes, estabelecendo, dessa forma, parâmetros para sua avaliação clínica: normal – (PAS) entre 110 a 120 mmHg e pressão arterial diastólica (PAD) entre 70 a 80 mmHg.

Várias enfermidades em filhotes podem se complicar e promover o óbito, uma das mais comuns e grave é a parvovirose, que quando associada a parasitismo intestinal (vermes, protozoários, coccidios e a ciniclomicose) ou outras viroses, aumentam a morbidade e mortalidade, como o coronavírus canino, vírus que tem sido associado a surtos esporádicos de gastrinterite moderada em cães de todas as idades, porém com maior gravidade em filhotes. Quando essas doenças ocorrem associadas com o parvovírus, frequentemente é fatal nos filhotes.

O parvovírus canino (CPV) é um vírus presente no Brasil a mais de quatro décadas. Com grande morbidade e mortalidade, provocando de acordo com as cepas virais existentes, problemas reprodutivos, diarreia, miocardite, gastrinterites hemorrágicas em filhotes entre seis semanas e seis meses de idade. Animais não vacinados estão desprotegidos e sinais clínicos como hiporexia, anorexia, sensibilidade abdominal, apatia, vômitos, desidratação, febre com temperatura acima de 39,5°C, devem ser motivo para a busca urgente do serviço de saúde veterinário. O diagnóstico é com base no histórico, epidemiologia e resultados clínicos e laboratoriais encontrados principalmente em filhotes com menos de cinco meses. O tratamento é de suporte e sintomático, os principais objetivos terapêuticos consistem na normalização do equilíbrio hídrico, eletrolítico, ácido-base, proteção da mucosa gastrintestinal, controle do vômito e com principal atenção as infecções secundárias. A alimentação é fundamental, assim como a terapia com fluido, através de acesso venoso, primordial no tratamento da CPV e deve manter-se até que o vômito e diarreia cessem e a normovolemia seja alcançada. Lembrando que parasitos gastrintestinais (verminoses e protozoários) são os complicadores na recuperação dessa virose e constituem os agentes muitas das vezes responsáveis pela entrada do vírus no organismo. A vacina é a forma mais eficiente de proteção, através de uma avaliação clínica, pelo profissional veterinário e a escolha do melhor protocolo vacinal, inclusive nas cadela que entraram em reprodução, assim como o manejo adequado para os parasitos gastrintestinais.

Os avanços na área da medicina e nutrição veterinária de animais de companhia e aliadas a maior preocupação dos tutores pelos seus cães, têm contribuído para o aumento da média de vida, que chegam assim a idades cada vez mais avançadas. Hoje é frequente pacientes acima dos 15 anos de idade na rotina clínica. Com o avanço da idade, aumentam a prevalência de doenças onde o envelhecimento não é uma patologia, mas um processo biológico natural complexo e inevitável, no qual ocorre uma redução progressiva da saúde física, alterações da consciência e reação mental do animal, além de comprometer a eficiência de vários sistemas biológicos. O sistema nervoso não é diferente, várias alterações anatômicas no cérebro se tornam presentes, o avanço da idade promove redução da massa cerebral (atrofia cerebral) e várias outras degenerações, tendo como consequência um declínio da função orgânica, sensorial e mental, pelas lesões anatômicas presentes. As manifestações clínicas podem estar presentes através de alterações comportamentais, como estado de alerta alterado, menor responsividade ou menos obediência, aumento das horas de sono, menos capacidade adaptativa, podendo ficar confuso em locais familiares e ter menor capacidade de aprendizagem e memória, principalmente espacial e de reconhecimento de objetos. As queixas comportamentais mais comuns nos cães geriátricos são destruição de objetos e mobiliário, defecação e/ou micção em locais inadequados, vocalização excessiva, sinais de ansiedade de separação, excesso de comportamentos territoriais, agressividade, medos e fobias. Muitos proprietários não são capazes de distinguir quais destas alterações podem ser devidas à idade e não tem informação adequada relativo à existência de opções terapêuticas. O manejo é uma questão de bem-estar nestes animais, uma vez que as alterações que surgem põem em risco a qualidade de vida. Algumas alterações podem ser feitas em casa, de modo a reduzir em parte estas consequências e facilitar a adaptação do animal à sua condição presente. Estas alterações podem incluir remoção da mobília da área onde ele permanece a maioria do tempo, colocação de mais recipientes de água junto do local de repouso, aumento dos locais de descanso e colocação de rampas para facilitar o seu acesso, lembrando que pacientes idosos tendem a ter outras doenças degenerativas, principalmente as articulares, redução da visão e auditiva, que promovem dor e limitação aos seus movimentos respectivamente. A colocação de material antiderrapante pode auxiliar a mobilidade destes cães, evitando a ansiedade e stress provocados por quedas. Podem ser colocados tapetes ou carpetes nos locais centrais e corredores, facilitando a sua orientação através da identificação tátil. Adicionar novos odores e sons suaves em locais próximos podem ser recursos importantes para igualmente auxiliar a orientação e movimentação destes animais, mantendo algum conforto no ambiente familiar. O enriquecimento ambiental é essencial na manutenção da função cognitiva: aumenta a flexibilidade comportamental, diminui o stress, melhora o bem-estar do animal e tem um efeito sinergético quando aliado a terapia farmacológica e nutricional. Assim torna-se benéfica a realização de novas brincadeiras em casa e durante os passeios, com brinquedos novos alternados semanalmente. Estudos indicam que esse manejo ambiental em idades precoces poderá ter também um papel essencial, reduzindo assim a probabilidade de desenvolvimento da doença no futuro e são dicas simples, que promoverão aumento substancial na qualidade de vida do Pet e melhorando sua relação com o tutor e família.

As principais causas de morte em filhotes são as doenças infectoparasitárias, principalmente parvovirose, cinomose e parasitos gastrintestinais, podendo inclusive estarem associadas. Dentre estas, a cinomose, com taxa de mortalidade elevada, é a segunda depois da raiva, por Morbilivírus (família Paramyxoviridae) semelhante aos vírus do sarampo humano, possuindo linfotropismo, que conduz à imunossupressão com linfopenia. Principalmente nos animais jovens, entre três e seis meses de idade. A presença dos achados laboratoriais e a evolução para sinais neurológicos têm sido destacadas como as principais manifestações clínicas da doença, ocorrência de sinais intestinais, respiratórios, deve chamar a atenção do clínico para o diagnóstico da cinomose, porém, não se podem descartar outros agentes etiológicos que causam maior morbidade e mortalidade, permanecendo como uma das mais graves doenças contagiosas de cães. O diagnóstico é com base no histórico, epidemiologia e resultados clínicos laboratoriais encontrados, normalmente, são observadas anemia normocítica normocrômica e trombocitopenia, porém o diagnóstico definitivo é com a visualização das inclusões virais em células sanguíneas e epitélio (Corpúsculo de Lentz) e pelo teste Elisa para cinomose que constata a presença de antígenos ou anticorpos. As alterações neurológicas, traduzidas por convulsões, juntamente com sinais vestibulares, como ataxia e nistagmo, e cerebelares, como tremores e hipermetria, são os mais frequentemente encontrados em cães com a forma neurológica da cinomose. O tratamento para a infecção pelo vírus da cinomose é de suporte, não há medicamentos antivirais, assim como o uso de agentes antibióticos e quimioterápicos, ou que sejam considerados bem-sucedidos na terapia da cinomose canina, porém o tratamento associado às doenças concomitantes é necessário.

A Sepse necessita de parâmetros confiáveis, não há um parâmetro específico como marcador da Sepse. O estudo do hemograma a beira do leito, obedecendo metodologia específica, em particular, o estudo dos neutrófilos vem sendo útil nessa monitoração. Devido à rápida renovação dos neutrófilos, podem ocorrer alterações rápidas e marcantes na contagem celular, que podem ser verificados em hemogramas seriados obtidos em intervalos de poucas horas. Infecções, inflamações e/ou estresse irão afetar o funcionamento normal da hematopoese, gerando alterações possíveis de serem identificadas em um hemograma, exame utilizado na rotina médica e como exame complementar, oferecendo ao médico veterinário condições para avaliar o estado de saúde do animal, confirmação de diagnóstico e estabelecimento de prognósticos. Este exame é importante por ser constituído de informações quantitativas e qualitativas, sendo possível realizar a contagem individual, análise da morfologia das células em um estiraço sanguíneo e concentrado de plaquetas e leucócitos, principalmente nas infecções graves em cães, como a piometra e a parvovirose, que podem levar à sepse, condição inflamatória sistêmica a partir de um foco infeccioso, definida como a Síndrome da Resposta Inflamatória Sistêmica, causadora de disfunções orgânicas que levam ao óbito a maioria dos animais acometidos. Isso ocorre pela falta de diagnóstico precoce, que pode ser explicado pela ausência de sinais clínicos e laboratoriais específicos, o que dificulta a determinação do tratamento adequado. Além disso, muitas infecções sistêmicas estão relacionadas com a doença periodontal, doença que acomete entorno de 80% dos cães e quando não tratada, torna-se um foco infeccioso e inflamatório persisElevente, podendo agravar o quadro do paciente.

Os cães estão integrados as famílias de forma íntima e bastante afetiva, isso exige uma atuação competente dos médicos veterinários, em busca da maior eficácia no diagnóstico, melhora nos recursos de exames complementares, terapias, técnicas cirúrgicas, dietas nutricionais. Associados ao número de tutores e responsáveis que desejam tratar de seus cães, propiciando uma maior longevidade aos Pets, permitindo que cães tenham uma média de idade ao óbito acima de 11 anos de idade, com a grande maioria dos cães com acompanhamento profissional ultrapassando os 14 anos de idade, em algumas raças essa média pode ser maior, cães de raças pequenas vivem mais que de raças grandes e gigantes, apenas 13% dos cães de raças gigantes vivem mais que 10 anos de idade e 2% vivem mais que 15 anos, em contra partida 38% dos cães de raças pequenas vivem mais que 10 anos e 7% vivem mais que 15 anos. A partir desses dados, protocolos específicos são instituídos na profilaxia e controle das doenças nos cães, assim como uma melhor atuação do médico veterinário clínico geral, que acompanha e da atenção primária e se torna cada vez mais importante para coordenar, orientar e gerenciar o cuidado com o paciente canino, tendo uma visão generalista e utilizando as especialidades e especialistas como a cardiologia, endocrinologia, ortopedia e diversos profissionais, para dar atenção e suporte quando necessário. O objetivo final é oferecer bem-estar com melhoria na qualidade de vida e com isso promovendo uma maior longevidade, permitindo o diagnóstico, tratamento ou controle de doenças, refletindo em economia nas despesas de saúde a médio e longo prazo.

Em cães adultos, as causas de doenças, inclusive com mortes, mais importantes são doenças infecto parasitárias, enfermidades importantes nos cães, pois ocorrem com frequência, algumas delas se apresentam como zoonoses, essas afecções são de ocorrência mundial, tendo como agentes bactérias, protozoários, helmintos, filarídeos, as mais comuns em cães são: erliquiose, anaplasmose, micoplasmose, babesiose, dirofilariose, leishmaniose, ancilostomose, dirofilariose. As doenças neoplásicas ou tumores, tem a idade como principal fator de risco, o diagnóstico prematuro é fundamental para a cura. O predomínio das manifestações é a partir dos cinco anos. Com menores frequências que as neoplasias, as doenças do sistema nervoso (SNC) são observadas, os acidentes vasculares cerebrais, as labirintites, doenças degenerativas. Dentre estas, a doença do disco intervertebral é a causa mais frequente de urgência e emergência em cães, seguida por displasia coxofemoral, insuficiência cardíaca, insuficiência hepática e insuficiência renal.

Protocolos de profilaxia devem ser adotados conforme idade, sexo, competência reprodutiva, raça, habitat, aliados aos check ups ou exames de rotina, são as melhores formas de prevenção e diagnóstico prematuro das diversas enfermidades, de acordo com os fatores de riscos presentes, cada paciente deve obedecer um protocolo adequado de quais exames e intervalo.

A leishmaniose visceral é uma zoonose de importância em saúde pública, acometendo cães, gatos, seres humanos e outros mamíferos, é associada a uma doença sistêmica parasitária crônica, à qual se manifesta com sinais clínicos diversos. O agente etiológico da leishmaniose visceral é um protozoários pertencentes ao gênero Leishmania, clínica e biologicamente distintas e com diferentes distribuições geográficas: Leishmania donovani, Leishmania chagasi eLeishmania infantum. Na América Latina L. chagasi é o causador da doença visceral no cão, gato e no homem, dos casos de leishmaniose visceral humana relatados nas Américas Central e do Sul, 90% ocorrem no Brasil, constituindo um grave problema de saúde publica, com grande incidência, ampla distribuição e pela possibilidade de assumir formas graves e letais.

Os vetores ou transmissores da leishmaniose visceral são insetos denominados flebotomíneos, uma mosca, porém sua aparência é muito semelhante a um mosquito, popularmente conhecido como mosquito palha, birigui, tatuquiras. As espécies, Lutzomiya longipapis, capaz de transmitir a doença entre os hospedeiros, é o principal vetor da LV em praticamente todas as áreas de ocorrência dessa parasitose no mundo, de hábitos peri e intradomiciliares, também é encontrado em abundância em grutas, fendas de rochas, troncos e ocos de arvores, Lutzomyia cruzi que foi incriminada como vetor no Estado de Mato Grosso do Sul e L. forattinii, que devido a sua antropofilia e o estreito grau de parentesco destas espécies com L. longipalpis, sugerem a participação na transmissão da doença. Carrapatos podem ser uma via alternativa da transmissão da infecção, em áreas onde não há a presença do vetor tradicional e a doença esta presente.

Atualmente, a leishmaniose encontra-se entre as seis endemias consideradas prioritárias, por ser uma das mais negligenciadas do mundo, afetando principalmente os mais pobres, é uma zoonose, ou seja, pode ser transmitida ao homem, onde provoca doença grave de evolução lenta e de difícil tratamento. Por depender de um vetor transmissor, precisamos ficar alertas, a utilização de repelência e barreiras físicas, são necessárias, como as telas e coleiras repelentes, que inclusive são utilizadas para repelir pulgas e carrapatos e que devem ser trocadas de 6 a 8 meses (depende da marca), com um ótimo custo benefício ou utilizar ectoparasiticidas de ação repelente “top spot”, que ajudam na prevenção e que devem ser prescritos pelo médico veterinário, são os mecanismos mais eficientes. Vacinas podem ser utilizadas, porém existe há necessidade de teste sorológico obrigados por lei para a utilização das vacinas e sempre estar associados aos mecanismos de repelência.

A Dirofilaria immitis, dirofilariose doença conhecida como “Verme do Coração”, que atinge cães, gatos e seres humanos, é transmitida pela picada do mosquito Culex spp. e Aedes spp., muito presente em nossos domicílios, quando este mosquito pica um cão doente, se infecta e fica apto para transmitir para outros cães, gatos e seres humanos, através da picada. Lembrando que estamos em região endêmica, ou seja, muitos cães que não fazem a profilaxia servem como reservatórios. Com cães contaminados e mosquitos por toda parte, todo cuidado é necessário. Os mosquitos se alimentam dos reservatórios animais e homem, onde há dirofilariose canina, intensifica-se o risco de infecções zoonóticas, com a manifestação de três formas de dirofilariose humana: a dirofilariose pulmonar (DP), geralmente causando um nódulo pulmonar solitário atribuído a D. immitis, como nódulos subcutâneos localizados em diferentes partes do corpo e no globo ocular, onde os vermes causam nódulos ou permanecem não encapsulados, sendo as duas últimas variantes causadas principalmente por D. repens, porém já há descrição pela D. immitis, onde a infecção foi confirmada através de cadeia de polimerase e pela morfologia do verme adulto.

O verme adulto que pode alcançar até 30 centímetros, se aloja no coração, onde se reproduz enviando microfilárias que provocam lesões em vários orgãos além do coração (rins, pulmão, fígado) comprometendo a qualidade de vida do animal. É importante ressaltar que a doença de início silencioso (sem sinais clínicos) provoca morte súbita nos gatos, já nos cães, provocam quadros graves de insuficiência renal, cardíaca, pulmonar e diversas outras complicações que comprometem a qualidade de vida. Nos seres humanos podem ocorre nódulos parasitários em várias parte do corpo, principalmente nos pulmões.

A prevenção é simples, deve ser iniciada em cães antes dos 7 meses, deve ser feita em cães sabidamente negativos, ou seja, há necessidade de diagnóstico, através de kits rápidos. Feita mensalmente com administração oral, top spot (sobre a pele) ou com a utilização da aplicação subcutânea a cada 12 meses (ProHeart SR-12), segura, prática e eficiente. Agindo diretamente na microfilária infectante (penetra no Pet através da picada do mosquito). A utilização de proteções associadas como coleiras próprias (repelentes) com até 8 meses de efeito, telas em janelas são importante para evitar a presença dos vetores e evitar a transmissão, inclusive de outras doenças.

Comportamento

O cansaço pode ser uma manifestação normal ou não, porém o médico veterinário é o único profissional que pode afirmar a presença de doença ou não. A Clínica veterinária CTI Vet possui toda a infraestrutura através de uma equipe competente e exames que permitem o correto diagnóstico, assim como especialistas, como cardiologista.
A frequencia de micção ou ato de urinar esta relacionado a problemas comportamentais ou doenças, portanto a avaliação clínica através de uma consulta é a forma mais segura de orientação. A clínica veterinária CTI Vet possui entre seus profissionais especialista na área de doenças do sistema urinário.
Os distúrbios gastrintestinais, como vomito e diarreia são frequentes e inespecíficos, logo, é fundamental a procura de um serviço veterinário para esclarecer os motivos dos vômitos e das diarréias, que podem ser devido a uma simples indisposição até doença grave e que necessita de tratamento urgente.
Os cães e gatos podem desenvolver doença senil ou do animal velho, o comportamentos podem ser descritos ou observados como vocalização excessiva, destruição de objetos, micção e defecação fora do lugar determinado, agitação, excesso de medo, esses distúrbios promovem estresse e podem desencadear processos imunossupressores comprometendo a saúde, com manifestações patológicas de enfermidades como gastrite, cistite e doenças oportunistas.
Na rotina clínica, um dos atendimentos na medicina de felinos mais comuns são devidos a trauma, são em decorrência dos acidentes em áreas urbanas, automobilísticos e especialmente, onde existem edifícios, são as quedas de varandas, janelas, telhados, entre outros. Na gíria linguística estes casos são designados de “síndrome do gato paraquedista” ou “high-rise syndrome in Cats”, termo usado para descrever as lesões sofridas por um animal que cai ou salta de uma altura superior a dois (2) andares, referindo-se a gatos que sofrem quedas dos parapeitos das janelas ou varandas, obviamente, onde não há os cuidados devidos, pelo tutor, através da utilização de redes de proteção.

Problemas intestinais nos gatos são relativamente frequentes e trazem desconforto e comprometem a qualidade de vida. Desordens no transito intestinal podem promover ressecamento das fezes, com compactação e retenção no interior do intestino grosso, formando os fecalomas ou fecólitos, na grande maioria das vezes, essas fezes se acumulam no segmentos do ceco, cólon e reto. O cólon é um tubo de parede fina, dilatável, que se divide em porção ascendente, transversa e descendente, onde fisiologicamente ocorre o armazenamento das fezes a serem expelidas e absorção de água. A porção distal do cólon descendente, ao adentrar no canal pélvico, recebe o nome de reto, que se segue até terminar no canal anal e anus. A fisiopatologia do fecaloma pode ser resumida como sendo o resultado da inércia do cólon, que consequentemente resultará numa obstrução. Essa inércia ou estase pode ser por distensão prolongada do cólon, traumatismo neurológico, disfunção congênita, sendo as causas mais comuns a fratura pélvica, estenose ou neoplasia de intestino grosso ou massas neoplásicas adjacentes, corpo estranho obstrutivo. Todos esses fatores podem resultar no fecaloma, onde as fezes retidas desidratam e solidificam, distendendo o cólon e podendo culminar num megacólon. É uma patologia muito comum em gatos, mais do que em cães. Mais frequente em animais adultos e senis, entre cinco e nove anos. A alta ocorrência em gatos são devido as questões comportamentais, dentre estas, o comportamento de asseio dos felinos, que propicia a ingestão de pêlos e quando em excesso, pode incorporar se a massa fecal e resultar na formação de impactações fecais duras e difíceis de serem expelidas. Outro fator importante, são as preferências particulares dos felinos quanto à ingestão de água, por serem exigentes, reprimem a ingestão da água quando esta não se apresenta límpida, temperatura agradável ou não disponibilizada da forma correta. Outro hábito que pode predispor o fecaloma em felinos consiste em suprimirem o estímulo da defecação ao não encontrarem o local para esta atividade (bandejas sujas, contendo fezes antigas e locais inadequados).

Cuidados

O resgate de cães e gatos das ruas deve seguir orientações com o objetivo da saúde individual do animal resgatado, da comunidade a que pertencerá o referido animal, assim como a proteção dos seres humanos que adota. Algumas doenças não se manifestam clinicamente, porém tem uma elevada taxa de contágio, inclusive não respondendo a tratamentos, o que torna o diagnóstico essencial, com risco de contaminar o ambiente e transmissão de doenças aos seres humanos e outras espécies de mamíferos. Certifique-se que realmente é um animal abandonado e não em fuga ou perdido, procure identificações, chip ou tatuagens e avisos pelas comunidades. A microchipagem é a certeza de que há um histórico e um tutor vinculado ao animal. Leve imediatamente para uma avaliação por um médico veterinário, para exames e atestar aus~encia de risco para outros animais e a saúde da família.
As doenças transmitidas por artrópodes (pulgas, carrapatos, mosquitos) são responsáveis por várias problemas de saúde nos Pets. Algumas destas doenças, como as viroses e as parasitarias tais como: erliquiose, leishmaniose, dirofilariose, babesiose, que constituem importantes problemas de saúde nos Pets e algumas delas, para seres humanos. As doenças transmitidas por artrópodes são, a cada ano, responsáveis por uma em cada 17 mortes humanas no mundo. Estão entre os principais riscos para a saúde durante os passeios na rua, no próprio habitat (casa, apartamento), nas viagens e podem ocorrer inclusive nos países mais desenvolvidos. A profilaxia é a forma mais eficiente de evita-las, logo o objetivo é evitar a picada do inseto vetor contaminado, pois a picada é a forma mais eficiente de transmissão desses agentes. As doenças transmitidas por vetores (pulgas, carrapatos, mosquitos, moscas, piolhos) em cães e gatos assim como nos humanos são de grande relevância na saúde e podem promover graves doenças, acometendo também aos proprietários, portanto devemos ter atenção a elas, veja as orientações com um profissional médico veterinário, as prescrições são conforme a idade, espécie. O médico veterinário é o profissional habilitado para estabelecer o melhor protocolo para proteger seu Pet e a familia.
Sim; A higiene bucal dos pets deve ser realizada na rotina, a escovação, frequencia e a utilização deve ser orientada por médico veterinário. A clínica veterinária CTI Vet e sua equipe oferece tratamento das doenças orais e combate ao "tartaro" e da periodontite. Saúde começa pela boca!
O fato de ser casa ou apartamento não interfere, mas sim o estilo de vida que o animal leva. Se ele tiver uma alimentação balanceada, associada à atividade física regular, enriquecimento ambiental, atenção dos proprietários e cuidados veterinários regulares, com certeza terá uma ótima saúde.
A castração ou a retirada cirúrgica de parte do aparelho reprodutor é indicado após o Pet atingir a idade adulta, para que não tenha influencia no desenvolvimento, porém esta avaliação é própria de médico veterinário, após uma avaliação clínica. A clínica veterinária CTI Vet mantém protocolos atualizados oferecendo o melhor serviço.
São diversas as vantagens da castração, nos machos, com o controle das doenças da próstata (hiperplasia, prostatites) minimizadas, assim como nas cadelas, as infecções do sistema reprodutor, muitas das vezes de emergência. Agende uma consulta e receba todas as orientações da nossa equipe CTI Vet.

Adquirir um animal de companhia é uma ação de muita responsabilidade, compromisso e obrigações de longo prazo, graças a evolução da medicina veterinária, os animais de companhia vem ganhando longevidade, com uma maior qualidade de vida, por isso, todo tutor ou família antes de adquirir um Pet, deveria avaliar o desejo com um profissional médico veterinário, conhecer sobre cada espécie, raça e particularidades, as dificuldades e a responsabilidade que significa ter um animal de estimação. A melhor forma de aquisição, locais ou comércios confiáveis e demais informações que tornam prazeroso a presença desse novo amigo no convívio com a família, que esta vivendo bem mais, hoje é rotina o atendimento de animais de companhia com mais de 15 anos.

Após a aquisição do Pet, é fundamental uma avaliação profissional, o médico veterinário será sem dúvida, o melhor amigo do novo membro e da família, exercendo sua função profissional, não só restrita ao animal, mas como agente de saúde pública. Levar o seu Pet ao médico veterinário é a principal forma de proteção, obviamente, é uma tarefa importante, que deve ser feita imediatamente após a chegada ao novo lar, neste momento, tanto o dono quanto o animal, principalmente pela mudança de ambiente, pessoas estranhas, geradores de estresses, podendo contribuir para o aparecimento de problemas de saúde no Pet e gerar estresses também no dono.

A escolha do profissional médico veterinário é fundamental, assim como o estabelecimento (consultório, clínica, hospital), onde deve ter os recursos necessários para um atendimento completo e pronto para qualquer situação. É importante ter sempre a disposição os telefones para em caso de urgência e emergência buscar soluções, acidentes acontecem, principalmente com filhotes e um estabelecimento que funcione 24 horas é necessário.

Alimentação é um fator primordial na saúde do filhote, nutrientes são fundamentais para o crescimento saudável, proporcionará boa imunidade, ganho de peso adequado, pelagem e pele mais bonitas e resistentes a doenças parasitárias, bacterianas e fúngicas

Anotar todas as dúvidas, listando cada uma delas, podem facilitar o processo, já que nem sempre nos lembramos de tudo no momento da consulta. Durante a ida ao veterinário, e dependendo do atendimento, o dono e seu animal podem ficar muito tempo esperando o atendimento, por isso é importante levar alguns petiscos para o pet, até mesmo para distraí-lo durante o tempo de espera.

A medicina veterinária vem evoluindo constantemente e proporcionado melhor diagnóstico e tratamento as doenças que acometem os animais de companhia, o que satisfaz à demanda da população humana, que cada vez mais interage com cães e gatos, principalmente em áreas urbanas, esse convívio interespecífico íntimo exige, que doenças transmissíveis sejam conhecidas e controladas e dentre elas, as parasitárias, assim o diagnóstico dessas infecções são fundamentais para tratamento e desenvolvimento de programas de prevenção e controle, melhorando a condição sanitária do habitat e evitando a contaminação ambiental e os riscos de zoonoses. Deve-se exercer a profilaxia como a principal forma de evitar as doenças nos Pets, diretrizes deve ser criada para orientar o médico veterinário para abordagem na clínica, visando um plano de bem-estar completo, individualizado para cada etapa da vida dos Pets. Importante é o controle de parasitos gastrintestinais nos animais, onde esses podem ser predisponentes a outras etiologias que possuam tropismo pela mucosa intestinal, onde várias espécies foram assinaladas parasitando os Pets, tendo a diarreia como a mais frequente manifestação clínica observada ou o órgão parasitado.

Seu cão ou gato apresenta alterações nas fezes, com eventuais diarreias, presença de muco (semelhante a clara de ovo), sangue (vermelho claro ou escuro) ou alteração de coloração?

São sinais evidentes para procurar ajuda profissional de um Médico Veterinário, principalmente quando associadas a flatulência e dor abdominal (cólicas) o que muitas das vezes é difícil de perceber, então fique de olho nas mudanças de comportamento de seu Pet e faça exame de fezes pelo menos a cada 6 meses.

Estima-se que aproximadamente 10% dos animais que recebem atendimento de rotina médico veterinário têm doença cardíaca, a insuficiência cardíaca é a terceira causa de doença degenerativa nos cães e a doença valvular cardíaca crônica ou endocardiose (DVCC) a mais comum, respondendo por cerca de 3/4 dos casos das doenças cardíacas, e pelo seu carácter de progressão crônico, tem um impacto negativo na qualidade de vida dos cães doentes. A endocardiose com comprometimento da válvula mitral é a mais comum nos cães, principalmente com idade avançada e de pequeno porte, seguida pela miocardiopatia dilatada (CMD), endocardite, miocardite, cardiopatias congênitas, miocardite associada à endocardite, miocardiopatia hipertrófica (MCH), neoplasias e infarto. A doença valvular cardíaca crônica CVHD afeta mais comumente a válvula atrioventricular esquerda ou válvula mitral, embora, em cerca de 30% dos casos, a válvula atrioventricular direita (tricúspide) é também envolvida assim como a válvula aórtica, porém doenças concomitantes são comuns, mitral e tricúspide, tricúspide e aórtica. A degeneração valvular ocasiona regurgitação, determinando sobrecarga de volume e dilatação do átrio esquerdo quando a válvula mitral é acometida, com consequente insuficiência cardíaca congestiva (ICC) esquerda, ou mesmo hipertensão pulmonar secundária e ICC direita nos casos mais graves. Lembrando que qualquer doença crônica e degenerativa piora quando há doença concomitante infecciosa ou inflamatória presente, como as periodontites, cistites, dermatites, prostatites e outras inflamações. A manifestação clinica inicialmente é ausente, porém quando o diagnóstico ocorre nessa fase, o tratamento é mais eficiente, através de manejo adequado é possível oferecer uma excelente qualidade de vida.

Quando já se observam sinais cardio-respiratórios, haverá necessidades de drogas e um acompanhamento mais presente do cardiologista veterinário. Os exames de rotinas (check up) são necessários para o diagnóstico prematuro e a oferta de qualidade de vida para os nossos Pets, e são obrigatórios quando há necessidade de intervenções anestésicas, sedações e cirurgias.

Faça uma avaliação com um profissional Médico Veterinário Cardiologista, exames como radiografia de tórax, ecocardiograma e eletrocardiograma são exames fundamentais e necessários associados ao exame clínico do especialista.

Um estudo feito em colaboração internacional entre Brasil e Reino Unido descobriu que os cães podem reconhecer emoções nos seres humanos, através da combinação de informações de diferentes sentidos – uma habilidade nunca observada em outra espécie que não a humana.

Método

Pela primeira vez, pesquisadores da Universidade de Lincoln e da Universidade de São Paulo demonstraram que os cães formam representações mentais abstratas de estados emocionais, e não simplesmente exibem comportamentos aprendidos ao responder às expressões de pessoas e outros cães.

17 cães domésticos foram apresentados a pares de imagens e sons transmitindo diferentes combinações de expressões emocionais positivas (alegria e ludicidade) e negativas (raiva ou agressividade) em humanos e cães.

Estas fontes distintas de estímulos sensoriais – fotos de expressões faciais e clipes de áudio de vocalizações – foram tocadas simultaneamente aos animais, sem qualquer treinamento prévio. Além disso, pertenciam a pessoas e outros animais que eles não conheciam.

Resultados

Os cães gastaram significativamente mais tempo olhando para as expressões faciais que possuíam o mesmo estado emocional que as vocalizações, em ambos seres humanos e caninos.

A integração de diferentes tipos de informação sensorial dessa maneira indica que os cães fazem representações mentais de estados emocionais positivos e negativos dos outros.

Estudos anteriores haviam indicado que os cães podiam diferenciar entre emoções humanas a partir de pistas, tais como expressões faciais, mas, segundo os cientistas, isso não é o mesmo que reconhecimento emocional.

“Nossa pesquisa mostra que os cães têm a capacidade de integrar duas fontes diferentes de informação sensorial para uma percepção coerente da emoção em ambos seres humanos e outros cães. Fazer isso requer um sistema de categorização interna dos estados emocionais. Esta capacidade cognitiva só tinha sido evidenciada até agora em primatas e a capacidade de fazer isso com espécies diferentes só vista em humanos”, explica o professor Dr. Kun Guo, da Universidade de Lincoln.

Os avanços na área da Hematologia Veterinária e a utilização da transfusão de produtos sanguíneos, como terapia, é cada vez mais frequentes na rotina ambulatorial, nos aElevendimentos de urgência, emergência, concomitante a quimioterapia e em diversas outras situações que se fazem necessário, para a manuElevenção da vida. Graças a descoberta sobre os grupos sanguíneos, os procedimentos de transfusão se tornaram mais seguros, a introdução rotineira da tipificação sanguínea e das provas de compatibilidade eritrocitária, o estudo das reações transfusionais adversas e a escolha com critérios dos doadores. Todas essas informações têm contribuído para aumentar a segurança da transfusão sanguínea em Medicina Veterinária e, por consequência, a sua utilização é cada vez mais frequente e com sucesso, desde que aElevenda protocolos próprios para a segurança do receptor (paciente).

A classificação do tipo sanguíneo é uma obrigatoriedade dentre outros pré requisitos para se escolher o doador. Se nós nos preocupamos em saber nosso tipo sanguíneo para situações de emergências, por que não saber também o tipo de sangue do seu Pet? Afinal, nunca sabemos quando vamos precisar. Isso pode ser decisivo em um aElevendimento emergencial, onde receber uma transfusão pode ser fundamental para a manuElevenção da vida.

A transfusão sanguínea também é usada no suporte a diversos tratamentos. Portanto, faça o teste de classificação sanguínea do seu Pet, é rápido e prático, apenas uma gotinha de sangue já é o suficiente para o teste, essa informação é para o resto da vida.